Ilhéus-Bahia: A terra de Gabriela
Resumo da Viagem
- Introdução de Primeira Viagem.
- Nossas três idas foram completamente diferentes.
- Nossa maior tradição em Ilhéus.
- O que fazer em Ilhéus:
- Centro Histórico.
- Bar Vesúvio: O ponto de Encontro da História.
- Casa de Cultura Jorge Amado.
- Bataclan: O antigo cabaré que hoje é um espaço cultural, restaurante e café.
- As melhores praias:
- Fazendas de cacau.
- Passeios de barco.
Introdução de Primeira Viagem!
Se existe um destino no litoral sul da Bahia que sabe como nos conquistar, esse lugar é Ilhéus. A “Terra de Gabriela” vai muito além do romance de Jorge Amado: ela pulsa história através de seus casarões coloniais, exala o aroma doce do chocolate em suas fazendas históricas e exibe algumas das praias mais impressionantes do Nordeste. Nós somos tão fascinados pela energia desse lugar que já visitamos Ilhéus três vezes!
Como viajantes experientes por aqui, nossa primeira e principal recomendação é: sempre alugamos carro para explorar a região. A liberdade de ter um carro à disposição em Ilhéus faz toda a diferença para curtir o litoral com calma e esticar o roteiro para os paraísos vizinhos. Se esse é o seu caso, a melhor opção para aluguel de carros é com a Rentcars (link aqui).
Nossas três idas foram completamente diferentes
- A primeira vez (O clássico imperdível): Ficamos hospedados no maravilhoso Jardim Atlântico Beach Resort e mergulhamos de cabeça nas atrações da região. Fizemos um City Tour inesquecível pelo Centro Histórico de Ilhéus, conhecemos o visual selvagem de Itacaré, visitamos uma autêntica Fazenda de Cacau para ver de perto a matéria-prima do chocolate e ainda fizemos o delicioso Passeio das Ilhas.
- A segunda vez (Foco no Sul e relaxamento): Optamos por ficar um pouco mais ao sul, hospedados no Tororomba Resort. Foi uma viagem deliciosa para curtir muito as praias daquela região e o destaque da vez foi o passeio até a paradisíaca Ilha do Desejo.
- A terceira vez (O pitstop perfeito): Nossa última passagem foi na volta de uma road trip incrível por Itacaré e Barra Grande. Decidimos esticar a viagem e passar um dia em Ilhéus antes de voltar para casa, nos hospedando no aconchegante Hotel Aldeia da Praia.
Mas quer saber qual é a nossa maior tradição em Ilhéus e que se repetiu em absolutamente todas as três viagens?
Uma parada obrigatória no clássico Bar Vesúvio. Nós somos completamente apaixonados pelo quibe do Nassif! Não importa o roteiro ou o resort da vez, comer aquele quibe histórico olhando para a praça é um ritual que nunca abrimos mão.
Se você está planejando sua primeira viagem ou quer descobrir novos cantos desse paraíso baiano, prepare-se. Neste post, vamos te contar tudo o que aprendemos nessas três experiências para você montar o seu roteiro perfeito!
O que fazer em Ilhéus?
Mas afinal, o que Ilhéus tem de tão encantador? Vamos descobrir agora.
Centro Histórico (O coração da Cultura)
Destaque para a arquitetura imponente que domina a paisagem central. Em frente, há uma praça, local onde ocorrem eventos da cidade.
Bar Vesúvio: O ponto de Encontro da História
Se existe um lugar que é o verdadeiro epicentro do universo de Jorge Amado em Ilhéus, esse lugar é o Bar Vesúvio. Fundado em 1919 por dois imigrantes italianos, ele ficou mundialmente famoso nas páginas do romance Gabriela, Cravo e Canela como o cenário onde a bela Gabriela encantou o turco Nacib com seus dotes culinários e sua beleza.
Hoje, mais de um século depois, Vesúvio continua firme, forte e charmoso, bem no coração da Praça Dom Eduardo. Parar ali não é apenas um ritual obrigatório para qualquer turista que visita a cidade. A calçada imponente, as mesas ao ar livre e a estátua de Jorge Amado sentada logo na entrada criam o cenário perfeito para aquela foto clássica de viagem.
Nossa Tradição Inabalável: Como nós já fomos a Ilhéus três vezes, podemos dizer com propriedade: o Bar Vesúvio é a nossa parada número um na cidade. Não importa se estamos hospedados no norte, no sul ou apenas de passagem por um dia, nós sempre paramos ali para cumprir a nossa maior tradição baiana: comer o famoso quibe do Nacib (que carinhosamente chamamos de quibe do Nassif!).
Ele é simplesmente sensacional! Crocante por fora, super bem temperado e incrivelmente recheado. Sentar ali no final de tarde, pedir o quibe acompanhado de um chopp ou suco de cacau bem gelado e ficar observando o movimento da praça e da Catedral de São Sebastião é uma daquelas experiências que fazem a gente se sentir parte da própria história de Ilhéus.
Se você for à cidade, faça um favor a si mesmo: guarde um espaço no estômago, sente-se ao lado da estátua de Jorge Amado e saboreie esse pedaço vivo da cultura baiana!
Casa de Cultura Jorge Amado: Um mergulho no Universo do Escritor
Se você quer entender a alma de Ilhéus, a Casa de Cultura Jorge Amado é uma parada absolutamente obrigatória no seu City Tour. Muito mais do que um museu frio, entrar ali é como abrir as páginas de um livro e caminhar pela infância e juventude de um dos maiores escritores da nossa literatura.
O palacete imponente, construído pelo pai de Jorge Amado na década de 1920 com a riqueza do auge do cacau, impressiona logo de cara. São mais de 600 metros quadrados de arquitetura neoclássica, com tetos altos, pisos de jacarandá trabalhados e vitrais coloridos que nos transportam direto para outra época.
Como é a experiência lá dentro? A visita é uma caminhada íntima pela vida do autor. Conforme você circula pelos cômodos onde ele viveu, encontra uma exposição riquíssima que inclui:
- Objetos pessoais: Máquinas de escrever antigas, as camisas icônicas e coloridas que eram a marca registrada de Jorge Amado, fotos raras em família e correspondências trocadas com outros grandes intelectuais.
- A obra viva: Edições antigas e raras de seus livros, além de cartazes e registros das famosas adaptações de suas histórias para o cinema e para a televisão (impossível não lembrar de Gabriela, Cravo e Canela ou Dona Flor e Seus Dois Maridos enquanto caminha por ali).
Bataclan: O antigo cabaré que hoje funciona como espaço cultural, restaurante e café
Bataclan: Luxo, História e uma “Surpresa Apimentada”
Bataclan é mais um daqueles lugares emblemáticos de Ilhéus onde a linha entre a ficção e a realidade se confunde. Se nos livros de Jorge Amado ele era o cabaré mais famoso da região, frequentado pelos poderosos coronéis do cacau na década de 1920, hoje o espaço se transformou em um centro cultural fascinante, com restaurante, café e até uma réplica do quarto de Maria Machadão (a famosa cafetina da história).
A arquitetura preservada e a decoração nos fazem sentir em um verdadeiro cenário de época. É o lugar perfeito para almoçar durante o City Tour pelo Centro Histórico, já que o restaurante serve pratos deliciosos da culinária baiana.
A nossa experiência (ou: o dia em que quase peguei fogo!) O ambiente é incrível e a comida é cheirosa, mas preciso abrir o coração e contar uma gafe de viagem que aconteceu comigo no restaurante do Bataclan. Todo mundo sabe que a culinária baiana e a pimenta andam de mãos dadas, certo? Pois bem, eu fui inventar de colocar pimenta no meu prato e perdi completamente a mão.
Confundi um vinagrete com um tempero de pimenta. Coloquei tanta pimenta que a comida ficou praticamente impratável! Quase não consegui comer, balancei os braços, tomei toda a água da mesa e meu rosto ficou vermelho combinando com a decoração do antigo cabaré. Fica aqui o meu aviso de viajante: a pimenta baiana não está de brincadeira! Vá adicionando gota por gota, bem devagar, para não passar o mesmo sufoco que eu.
Mesmo com esse pequeno “incêndio” gastronômico, a visita foi maravilhosa. O Bataclan é lindo, cheio de cantinhos instagramáveis e respirar aquela atmosfera histórica vale cada segundo (e cada gota de suor!).
As melhores praias
Praia dos Milionários
A mais famosa e estruturada da Zona Sul, ideal para quem busca boas cabanas de praia pé na areia e conforto.
Praia do Cururupe e Olivença
Perfeitas para quem quer fugir um pouco do agito central, destacando o visual mais selvagem e as águas do Rio Cururupe.
Ilha do Desejo
A Ilha do Desejo é uma região paradisíaca localizada no litoral sul da Bahia, na divisa entre os municípios de Ilhéus e Una, na região de Acuípe. O local é famoso por proporcionar um cenário único onde o rio encontra o mar, cercado por muita natureza e tranquilidade.
A travessia é feita por um barco puxado por corda. Cobravam na época R$ 5,00 para a travessia.
Fazendas de cacau
Ilhéus, na Bahia, já foi a maior produtora de cacau do mundo, acredita? Foi no final do século XIX e início do século XX. O clima quente e úmido trouxe a combinação perfeita para a produção na região. Por ter sido uma região muito rica na época, a cidade acabou se desenvolvendo mais que as outras das localidades próximas.
O declínio veio na década de 1980, com a praga da Vassoura-de-Bruxa. Um fungo que devastou a produção do cacau e levou muitos a ruína.
Hoje o foco de Ilhéus é na produção de chocolates finos. Apesar de sua produção de cacau ter diminuído bastante, o foco agora passou a ser o turismo rural nas fazendas de cacau e na produção de chocolates premium. Há diversas lojas na cidade que vendem esse chocolates.
Na época, fizemos o passeio na Fazenda Yrere, com nossos amigos Valdi e Dani.
Passeios de barco
Na nossa primeira vez em Ilhéus, contratamos um passeio de barco pela Baía de Camamu — uma experiência incrível! O que a gente mal sabia é que esse passeio nos levaria até Barra Grande.
Fechamos tudo no próprio hotel Jardim Atlântico. Na época (2019), o valor foi de cerca de R$ 250,00 por pessoa. Bem cedo, uma van nos buscou no resort e fomos até Itacaré, onde embarcamos rumo à baía. Ao longo do dia, passamos por ilhas paradisíacas, como a Ilha da Pedra Furada, almoçamos em Barra Grande e aproveitamos para passear pelo centrinho.
Durante todo o percurso, o guia no barco ia contando histórias e destacando as belezas de cada ponto. Gostamos tanto da experiência que mais tarde planejamos uma viagem dedicada exclusivamente a Barra Grande e, em 2024, refizemos o passeio — dessa vez incluindo a Cachoeira de Tremembé no roteiro.